Acho que me sentir bem em baixo da minha própria pele não é pedir muito.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Idealizando o futuro

Eu não estava na minha melhor condição física, o que eu podia faze era sentar e distrair meu estômago esfomeado com planos futuros concretizados de alguma forma no papel.

Minha avó dizia que estava quente demais, mas eu sentia frio. Sentei numa sombra da minha varanda, uma pequena sombra, como uma ilha no mar, refúgio, tinha uma calculadora, meu celular (falando com a Ana Mariapor SMS), um copo de chá verde gelado e dois cadernos, idealizações da minha futura vida. A vida que eu espero ter quando esse pesadelo passar.
Quando isso tiver virado passado:
  • Tontura
  • Fraqueza
  • Irritabilidade
  • Angústia
  • Desconforto
  • Vergonha de sair de casa
  • Desprazer em me vestir
  • Compulsão
  • Cutting
  • Remédios antidepressivos
  • Psiquiatra
  • Vontades suicidas
  • Auto rejeição...
Idealizei minhas futuras dietas, aquelas que me permitirão simplesmente viver. Estudar com excelência, ter um bom emprego, ir à academia, sair para um show de alguma banda que gosto, andar de skate por aí, rir um pouco sentada na praça com meus amigos (que merecem mais do que uma gordinha problemática como compahia), poder ir ao culto e louvar à Deus, sem ficar tonta, sentir orgulho em me olhar pro espelho e trazer orgulho aos meus avós, à eles devo minha vida.
Dietas que me fornecerão energia, saúde, beleza, talvez prazer uma vez ou outra, mas o prazer maior vou me proporcionar com o gasto da energia que terei.

Mas sei que para isso tenho que aguentar a dor, a fome, a tontura... Empurrei isso o ano todo, ainda assim, me recuso a aparecer gorda num vestida na minha formatura, depois que ela passar, tomarei madidas menos drásticas.
E não desistirei pois amanhã eu vou desejar ter continuado hoje!

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