Amanhã estarei num lugar aonde já fui feliz: Praia.
Minha família tem casa na praia, então todo ano é a mesma coisa, no mesmo lugar... Exceto por dois anos atrás. (sim, eu revivo muito aquela época)
Quando era dia 31 de dezembro e tinha ido apenas eu e minha mãe, pois todos os outros já estavam lá, pesava 47,5kg e minha mãe ainda não queria que eu colocasse biquini, não posso culpa-la, pois pela minha estrutura óssea, ficava bem evidente.
Foi muito bom, lembro ainda da sensação de chegar, arrumar as coisas brevemente e me apressar para colocar um biquini e um short e sair, com orgulho. Isso ficou sufocado pelos meus pensamentos depressivos, na verdade, enterrei todas minhas boas lembranças e sensações pensando assim.
Um ano depois, já estava com 55kg, lembro-me de ter apenas tirado a blusa em casa e tomado banho de ducha, mas na rua eu não saia sem estar "protegida". Não foi confortável, nem livre.
Esse ano, eu não sei o que vai ser, consegui diminuir o peso que ganhei recentemente, tive que interromper a Mia pois a minha avó está muito na cola, meu estômago tem crise e meu piercing no lábio (que coloquei para parar) acaba me ferindo, afinal, a Mia mais atrapalha do que ajuda mesmo, e cortei os carbs, isso me "acalma" e não me deixa sucetível facilmente a uma compulsão.
Terei que manter o controle lá, pois há apenas um banheiro e minha avó, minha irmã e minha tia sabem, não quero estragar tudo e nem ter que digerir o fruto de um descontrole.
Sinto falta da minha Ana Maria... Ela sempre me motivava e agora poucas vezes nos encontramos on line, espero que esteja tudo bem com a minha flor. =)
Acho que me sentir bem em baixo da minha própria pele não é pedir muito.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Eu não sabia que era real
Junho de 2010, eu nunca havi feito aquilo antes, eu sabia que era errado, mas tudo bem, eu pararia ahora que eu quisesse, afinal, eu tinha controle sobre meus movimentos. Dois dedos na garganta eu pouco de vômito no vaso, eu não sabia, mas acabava de dar início à algo que mudaria minha vida pra sempre.
Claro que eu já sabia sobre os "riscos", mas não chegaria a tanto, só emagrecer e pronto, não iria ser mais a gordinha, a sombra da amiga bonita.
Pesquisa emagrecer, dietas, termogênico, laxante, diurético e numa noite me peguei pensando nisso "nossa, eu não pensei em nada além de emagrecer o dia todo!", mãe trabalhando muito como professora, irmã mais nova apenas vivendo sua vida. Ninguém notou.
Roupas largar em casa, eu estava fraca, minhas mãos geladas e meus olhos fundo, era inverno. Cortar calorias, aumentar os exercícios, agora nao conseguia mais fazer minha longas caminhadas. Dormir era o meu refúgio.
Mia? Naão usava muito, quando fazia era apenas nas COMEmorações em família. Emagrecendo e as pessoas notando, era em agosto, de 64 para 53, elogios...
Depois dos 50 minha família começou a cobrar. Aidética, Olívia Palito, Magrela... Eu ouvi da minha mãe enquanto me colocava de frente a um espelho. Claro, a sociedade não poderia saber qe eu estava "mal". É melhor você para com essa palhaçada. Eu não parei.
Mas tinham que me ver comendo, Mia. Peguei gosto por comida, mas não por engordar. Compulsão, purgação, não aguentava ficar ereta de tanto que comia.
Então parei de comer novamente, Setembro, cheguei aos 45, toda noite achava que não ia passar para o próximo dia, as roupas estavam largas, a balança mostrava, mas meus olhos não viam.
Outubro, meus batimentos estavam quase parando, nõ tinha forças pra ir à cozinha, desmaio no quarto.
Deus me dá uma chance.
Vou à uma nutricionista, duas consultas depois eu escrevo o que aconteceu à ela, ela me ajudou, eu a amo por isso. Confiei porque tinha um corpo perfeito, mas como pessoa era ainda mais linda.
Com o tempo, segui a dieta, Dezembro se despedindo. Estava com sede de viver. 2011 foi um ano magnífico: saí, beijei, muitas experiências novas na escola, entrei pra academia, me sentia bem comigo... Até que numa votação boba, de beleza, da minha turma me fez cair.
Minha amiga, em primeiro, e eu, que me esforçava tanto, uns dois votos. Emcasa, compulsão, miei.
Com o tempo, fui engordando, não suportava os espelhos da academia, me sentia bruta, saí e pra correr, não corri.
Arrependimento, é o que tenho. Meu ódio por mim me levou à auto mutilação, bater a cabeça forte no banheiro após miar, me arranhar, ainda nõ era o suficiente, alicate, estilete... Quando vi, isso tinha um nome: cutting.
2011 passou e meu 2012 foi: hipoglicemia (por causa das dietas para emagreces rápido), compulsão, Mia e só. Engordei e cheguei aos 61, mas já perdi um pouco. Perdi o meu 3° ano ficando fraca e me escondendo em casacos (mesmo passando mal de calor). Tentei me matar. Eu tinha tudo pra ser feliz igual ano passado, escolhi o inverso pois não me dou o direito de ser feliz enquanto gorda.
E agora estou eu, aqui, fraca, querendo que o ano começe bem e que eu possao fazer dele o melhor que já vivi, lutar a cada dia para vencer a mim mesma e obter glória.
Não quero mais repetir os erros, não, eu não quero...
Claro que eu já sabia sobre os "riscos", mas não chegaria a tanto, só emagrecer e pronto, não iria ser mais a gordinha, a sombra da amiga bonita.
Pesquisa emagrecer, dietas, termogênico, laxante, diurético e numa noite me peguei pensando nisso "nossa, eu não pensei em nada além de emagrecer o dia todo!", mãe trabalhando muito como professora, irmã mais nova apenas vivendo sua vida. Ninguém notou.
Roupas largar em casa, eu estava fraca, minhas mãos geladas e meus olhos fundo, era inverno. Cortar calorias, aumentar os exercícios, agora nao conseguia mais fazer minha longas caminhadas. Dormir era o meu refúgio.
Mia? Naão usava muito, quando fazia era apenas nas COMEmorações em família. Emagrecendo e as pessoas notando, era em agosto, de 64 para 53, elogios...
Depois dos 50 minha família começou a cobrar. Aidética, Olívia Palito, Magrela... Eu ouvi da minha mãe enquanto me colocava de frente a um espelho. Claro, a sociedade não poderia saber qe eu estava "mal". É melhor você para com essa palhaçada. Eu não parei.
Mas tinham que me ver comendo, Mia. Peguei gosto por comida, mas não por engordar. Compulsão, purgação, não aguentava ficar ereta de tanto que comia.
Então parei de comer novamente, Setembro, cheguei aos 45, toda noite achava que não ia passar para o próximo dia, as roupas estavam largas, a balança mostrava, mas meus olhos não viam.
Outubro, meus batimentos estavam quase parando, nõ tinha forças pra ir à cozinha, desmaio no quarto.
Deus me dá uma chance.
Vou à uma nutricionista, duas consultas depois eu escrevo o que aconteceu à ela, ela me ajudou, eu a amo por isso. Confiei porque tinha um corpo perfeito, mas como pessoa era ainda mais linda.
Com o tempo, segui a dieta, Dezembro se despedindo. Estava com sede de viver. 2011 foi um ano magnífico: saí, beijei, muitas experiências novas na escola, entrei pra academia, me sentia bem comigo... Até que numa votação boba, de beleza, da minha turma me fez cair.
Minha amiga, em primeiro, e eu, que me esforçava tanto, uns dois votos. Emcasa, compulsão, miei.
Com o tempo, fui engordando, não suportava os espelhos da academia, me sentia bruta, saí e pra correr, não corri.
Arrependimento, é o que tenho. Meu ódio por mim me levou à auto mutilação, bater a cabeça forte no banheiro após miar, me arranhar, ainda nõ era o suficiente, alicate, estilete... Quando vi, isso tinha um nome: cutting.
2011 passou e meu 2012 foi: hipoglicemia (por causa das dietas para emagreces rápido), compulsão, Mia e só. Engordei e cheguei aos 61, mas já perdi um pouco. Perdi o meu 3° ano ficando fraca e me escondendo em casacos (mesmo passando mal de calor). Tentei me matar. Eu tinha tudo pra ser feliz igual ano passado, escolhi o inverso pois não me dou o direito de ser feliz enquanto gorda.
E agora estou eu, aqui, fraca, querendo que o ano começe bem e que eu possao fazer dele o melhor que já vivi, lutar a cada dia para vencer a mim mesma e obter glória.
Não quero mais repetir os erros, não, eu não quero...
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
O dia em aprendi a demonstrar força, não ser forte
Quinta-feira, 09 de dezembro de 2012, essa data estava a me atormentar a mais de 3 meses. Eu a queria a mais de dois anos. Eu me arrependi para sempre por tê-la vivido daquele jeito...
Passei a noite em claro, havia tomado duas capsulas de cafeína, 2 diuréticos e mais dois laxantes, estava ansiosa pois no dia seguinte minha turma iria para um síto, o que significa pouca roupa, piscina...
Não levei biquini, sem chance, eu estava gorda demais para isso, ao menos fui de short, mesmo odiando isso (como já falei), perdi um pouco de peso para faze-lo.
O lugar era lindo, o dia estava quente e de começo me diverti com meus amigos, sabe, vôlei, risadas, brincadeira, ninguém estava ligando muito para o que fazia e falava, saíamos correndo no gramado sem nenhum objetivo certo, estávamos felizes... Mas a 10 minutos atras havia comido a mais no café que foi servido com uma desculpa de querer aproveitar ao máximo o passeio sem fraquezas. Falei que iria no quarto pegar uma pregadeira.
Gostei do banheiro, era bem discreto. Só saiu ácido, minha boca queimou e eu desisti. Frustrada, me cortei duas vezes (levei meu estlete velho) me prometendo que iria ter controle no almoço e aproveitar.
Mas a imagem que eu vi quando voltei foi de todos na piscina. Minha melhor amiga thinspo me olhou e me pediu desculpas pois havia falado que não entraria e ficaria comigo, pensei "tudo bem, meu anjo, você é magra e tem todo direito de ser feliz, por favor seja porque no seu lugar era o que eu faria", eu sorri com sinceridade.
Meu melhor amigo ficante perguntou se estaria bem ele continuar lá, algo pareceido passou pela minha mente. Não iria tira a felicidade daqueles que eu amo por culpas de falta de controle cometidas por mim, o sorriso deles estava tão lindo naquele dia, não queria estragar por nada nesse mundo, mas algo em mim estava crescendo e eu precisava de me refugiar por um período curto, antes que sentissem minha falta.
Cheguei no banheiro. Estava tão vazia que não conseguia chorar, o dia que eu esperava chegou, todos se divertindo e eu daquele jeito... Por que não pude aguentar não ter tido aquelas compulsões? Por que não fui à academia? Por que fui fraca? Por que não estou a nadar naquela água tão boa? Por que não me dediquei mais? Por que? Por que? Porque... talvez seja uma verdadeira perdedora.
Eu comecei a me desesperar, segurava meus cabelos forte, não sabia como extravazar tudo aquilo, não queria que eles sentisse minha falta, buscava só um momento para sentir minha dor, meus dentes rangiam e eu contrai a garganta ao máximo para não emitir sons.
Não queria que tivesse sido tão profundo, só percebi quando senti escorrendo quente dos meus quadris , a tampa do vaso havia formado uma poça de sangue e eu não sentia nem a dor, sete cortes horrendos no total, abaixei a cabeça após a sequencia de fortes golpes e finalmente chorei, deixei meu estilete cair no chão junto dos meus sonhos para aquele dia. Eu perdi.
Dizem que a gente só sabe o quanto é forte quando ser forte é a única opção, eu não tinha escolha a não ser esconder, não sabia se conseguiria.
Limpei com dificuldade aquilo tudo e saí. Coração quebrado, vergonha, ódio, meu short ferindo meus cortes e um sorriso no rosto. Nunca pensei que poderia fazer isso, normalmente não disfarço quando estou mal, mas eu me recusava a fazer daquele dia, um dia menos que o melhor para quem eu amo, meus dois melhores. Ela era magra e ele tem um corpo divino, eles mereciam eu não, eu falhei e somente eu pago por isso.
Então não aguentei o calor, após uma pequena social, subi, arrumei uma blusa de um funcionário de lá e um maio que tinham esquecido, coloquei o maio, o short e a blusa (enoorme pra mim rs) e pulei na piscina. Esqueci do meu cabelo, esqueci da dor insuportável dos meus cortes em reação com o cloro, esqueci do que iam achar, esqueci de tudo e nadei muito, eu redescobri que amo nadar, me sentia leve e livre e meus amigos ficaram melhores ainda... Me senti como uma garota que não se importa mesmo, aquelas que eu tanto admiro.
O momento acabou, minha amiga foi embora, comecei uma compulsão, suportei a viajem de volta (era perto) continuei em casa, miei... saí do banheiro quebrada, após me vestir ansiei por estar de frente às minha teclas, queria falar para o meu teclado o que não poderia pra mais ninguem e chorei, chorei, chorei, enquanto meus dedos faziam das minhas melodias, música de fundo para minha dor, então deitei no sofá e me vinham imagens minhas felizes como magra naquele lugar.
Se eu não tivesse errado tanto não teria isso me torturando todas as noites até hoje. Eu sei agora como o arrependimento dói.
Por trás dos meus sorrisos, das minhas brincadeiras, das minhas atitudes, ninguém saberia de tudo que aconteceu e as coisas têm que ser assim para, de alguma forma, funcionarem.
...
Passei a noite em claro, havia tomado duas capsulas de cafeína, 2 diuréticos e mais dois laxantes, estava ansiosa pois no dia seguinte minha turma iria para um síto, o que significa pouca roupa, piscina...
Não levei biquini, sem chance, eu estava gorda demais para isso, ao menos fui de short, mesmo odiando isso (como já falei), perdi um pouco de peso para faze-lo.
O lugar era lindo, o dia estava quente e de começo me diverti com meus amigos, sabe, vôlei, risadas, brincadeira, ninguém estava ligando muito para o que fazia e falava, saíamos correndo no gramado sem nenhum objetivo certo, estávamos felizes... Mas a 10 minutos atras havia comido a mais no café que foi servido com uma desculpa de querer aproveitar ao máximo o passeio sem fraquezas. Falei que iria no quarto pegar uma pregadeira.
Gostei do banheiro, era bem discreto. Só saiu ácido, minha boca queimou e eu desisti. Frustrada, me cortei duas vezes (levei meu estlete velho) me prometendo que iria ter controle no almoço e aproveitar.
Mas a imagem que eu vi quando voltei foi de todos na piscina. Minha melhor amiga thinspo me olhou e me pediu desculpas pois havia falado que não entraria e ficaria comigo, pensei "tudo bem, meu anjo, você é magra e tem todo direito de ser feliz, por favor seja porque no seu lugar era o que eu faria", eu sorri com sinceridade.
Meu melhor amigo ficante perguntou se estaria bem ele continuar lá, algo pareceido passou pela minha mente. Não iria tira a felicidade daqueles que eu amo por culpas de falta de controle cometidas por mim, o sorriso deles estava tão lindo naquele dia, não queria estragar por nada nesse mundo, mas algo em mim estava crescendo e eu precisava de me refugiar por um período curto, antes que sentissem minha falta.
Cheguei no banheiro. Estava tão vazia que não conseguia chorar, o dia que eu esperava chegou, todos se divertindo e eu daquele jeito... Por que não pude aguentar não ter tido aquelas compulsões? Por que não fui à academia? Por que fui fraca? Por que não estou a nadar naquela água tão boa? Por que não me dediquei mais? Por que? Por que? Porque... talvez seja uma verdadeira perdedora.
Eu comecei a me desesperar, segurava meus cabelos forte, não sabia como extravazar tudo aquilo, não queria que eles sentisse minha falta, buscava só um momento para sentir minha dor, meus dentes rangiam e eu contrai a garganta ao máximo para não emitir sons.
Não queria que tivesse sido tão profundo, só percebi quando senti escorrendo quente dos meus quadris , a tampa do vaso havia formado uma poça de sangue e eu não sentia nem a dor, sete cortes horrendos no total, abaixei a cabeça após a sequencia de fortes golpes e finalmente chorei, deixei meu estilete cair no chão junto dos meus sonhos para aquele dia. Eu perdi.
Dizem que a gente só sabe o quanto é forte quando ser forte é a única opção, eu não tinha escolha a não ser esconder, não sabia se conseguiria.
Limpei com dificuldade aquilo tudo e saí. Coração quebrado, vergonha, ódio, meu short ferindo meus cortes e um sorriso no rosto. Nunca pensei que poderia fazer isso, normalmente não disfarço quando estou mal, mas eu me recusava a fazer daquele dia, um dia menos que o melhor para quem eu amo, meus dois melhores. Ela era magra e ele tem um corpo divino, eles mereciam eu não, eu falhei e somente eu pago por isso.
Então não aguentei o calor, após uma pequena social, subi, arrumei uma blusa de um funcionário de lá e um maio que tinham esquecido, coloquei o maio, o short e a blusa (enoorme pra mim rs) e pulei na piscina. Esqueci do meu cabelo, esqueci da dor insuportável dos meus cortes em reação com o cloro, esqueci do que iam achar, esqueci de tudo e nadei muito, eu redescobri que amo nadar, me sentia leve e livre e meus amigos ficaram melhores ainda... Me senti como uma garota que não se importa mesmo, aquelas que eu tanto admiro.
O momento acabou, minha amiga foi embora, comecei uma compulsão, suportei a viajem de volta (era perto) continuei em casa, miei... saí do banheiro quebrada, após me vestir ansiei por estar de frente às minha teclas, queria falar para o meu teclado o que não poderia pra mais ninguem e chorei, chorei, chorei, enquanto meus dedos faziam das minhas melodias, música de fundo para minha dor, então deitei no sofá e me vinham imagens minhas felizes como magra naquele lugar.
Se eu não tivesse errado tanto não teria isso me torturando todas as noites até hoje. Eu sei agora como o arrependimento dói.
Por trás dos meus sorrisos, das minhas brincadeiras, das minhas atitudes, ninguém saberia de tudo que aconteceu e as coisas têm que ser assim para, de alguma forma, funcionarem.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Lutando por mim ou contra mim?
Estou muito feliz! Consegui hoje vencer o desejo por uma compulsão, é tão difícil... São as raras vezes que sinto orgulho de mim, a minha vontade é gritar para todos os lados de tão feliz (sério mesmo), mas aqui é o único lugar que eu posso celebrar isso!
Bem, teve um preço, ficaram 95kcal a mais, mas como estou numa dieta proteica, vale mais o que se come do que as calorias em si, mas a Ana não deixa relaxar mesmo.
Minha avó um dia me disse algo que penso todos os dias: "Parece que você sempre está lutando e a luta é com voce, mas não sei se é contra você ou a seu favor", não sei dizer para mim o que é, mas que é uma luta, é um fato...
Ontem eu fiz minha inscrição para o vestibular de uma faculdade na cidade vizinha à minha, para qual curso? NURIÇÃO!
Sinto meus sonhos cada vez mais perto de mim, sou bem sistemática e amo listas, então esta é a lista de alguns dos meus sonhos:
Claro que tem mais porém esses são os que mais ardem em meu coração, sei que me sentir bem fisicamente é a chave para desencadear esses, estão vamos à luta!
Bem, teve um preço, ficaram 95kcal a mais, mas como estou numa dieta proteica, vale mais o que se come do que as calorias em si, mas a Ana não deixa relaxar mesmo.
Minha avó um dia me disse algo que penso todos os dias: "Parece que você sempre está lutando e a luta é com voce, mas não sei se é contra você ou a seu favor", não sei dizer para mim o que é, mas que é uma luta, é um fato...
Ontem eu fiz minha inscrição para o vestibular de uma faculdade na cidade vizinha à minha, para qual curso? NURIÇÃO!
Sinto meus sonhos cada vez mais perto de mim, sou bem sistemática e amo listas, então esta é a lista de alguns dos meus sonhos:
- Ter um corpo agradável a mim
- Ser uma nutricionista
- Ajudar uma Ana/Mia
- Ser uma excelente pianista
- Desenhar muito bem
- Fazer video(s) de músicas compostas por mim...
Claro que tem mais porém esses são os que mais ardem em meu coração, sei que me sentir bem fisicamente é a chave para desencadear esses, estão vamos à luta!
domingo, 25 de novembro de 2012
Obstáculo da felicidade
Logo ao segundo dia, me dou o luxo de ter umater uma compulsão, numa terça feira.
Quarta feira, compulsão.
Quinta feira, compulsão.
Sexta feira eu acordei acreditado que ia ser diferente, logo cedo, compulsão, não fui à aula.
Então nessa sexta feira, uma amiga minha me manda um SMS cedo dizendo que precisa da carteirinha dela que ficou comigo (na escola só entra com carteirinha), eu estava cheia de comida e tinha que me livrar logo, de manhã o metabolismo é rapidíssimo, e a segnda aula já ia começar (moro a 10 minutos da escola), ela estava me esperando na praça.
Quantas vezes ela passou mal e eu não pude ajudá-la por vergonha de entrar no banheiro e me olhar no espelho lado a lado com uma pessoa magra? E ainda assim eu iria faltar com ela não entregando a carteirinha a tempo? Sim... Eu escoli me livrar daquela comida.
E com meu celular no chão do banheiro recebi o sms: Eu não vou à aula mais. Terminei o que tinha que fazer, me recompus e fui até a praça, pois ela estaria lá.
A muito tempo não conversávamos assim, sempre na escola com muita gente ao redor e ela não pode sair muito (mesmo se pudesse, seria difícil eu sair com esse corpo), era bem cedo, no começo a conversa não era fluente, ainda estava com "depressão pós miar", mas depois o assunto ficou totalmente livre, como sempre era quando conversávamos.
Ríamos de bobeiras, tínhamos as nossas manias e coisas que só nós entendemos, sempre há um momento sério, triste, e acontecia algo totalmente absurdo pra quebrar isso e nesse dia não foi diferente.
Sabe o que me marcou mais? Foi falar com ela de como foi o meu ano passado. Eu estava magra, acabado de viver verdadeiramente a Ana e com sede de viver, falei a mim que faria daquele ano o melhor, e fiz! Saía, dançava, beijava, tive histórinha de amor, ria... E num momento eu não estava falando pra ela, mas pra mim, eu simplesmente ESQUECI que um dia vivi assim.
Foi bom lembrar disso me provou que quando queremos ser felizes, somos. Por que não sou? Por que tenho um obstáculo: Gordura e sei que serei feliz quando for magra é o quemais quero. Foi a satisfação comigo que me deu liberdade pra isso.
Ela é a minha melhor amiga, ela me ama verdadeiramente, já provou isso, e eu a amo muito também, me odeio mais por trocar tantos paraísos como amizade, amor, felicidade por 30 minutos comendo coisas desconexas e mais 30 minutos encurvada no banheiro.
Já troquei sair porque estava muito quente e não estava boa suficiente pra usar un short, ou a blusa iria aparecer algum corte meu.
Não ajuda em nada em emagrecer...
E de novo eu faço a mesma pergunta a mim: POR QUE EU FAÇO ISSO?
Quarta feira, compulsão.
Quinta feira, compulsão.
Sexta feira eu acordei acreditado que ia ser diferente, logo cedo, compulsão, não fui à aula.
Então nessa sexta feira, uma amiga minha me manda um SMS cedo dizendo que precisa da carteirinha dela que ficou comigo (na escola só entra com carteirinha), eu estava cheia de comida e tinha que me livrar logo, de manhã o metabolismo é rapidíssimo, e a segnda aula já ia começar (moro a 10 minutos da escola), ela estava me esperando na praça.
Quantas vezes ela passou mal e eu não pude ajudá-la por vergonha de entrar no banheiro e me olhar no espelho lado a lado com uma pessoa magra? E ainda assim eu iria faltar com ela não entregando a carteirinha a tempo? Sim... Eu escoli me livrar daquela comida.
E com meu celular no chão do banheiro recebi o sms: Eu não vou à aula mais. Terminei o que tinha que fazer, me recompus e fui até a praça, pois ela estaria lá.
A muito tempo não conversávamos assim, sempre na escola com muita gente ao redor e ela não pode sair muito (mesmo se pudesse, seria difícil eu sair com esse corpo), era bem cedo, no começo a conversa não era fluente, ainda estava com "depressão pós miar", mas depois o assunto ficou totalmente livre, como sempre era quando conversávamos.
Ríamos de bobeiras, tínhamos as nossas manias e coisas que só nós entendemos, sempre há um momento sério, triste, e acontecia algo totalmente absurdo pra quebrar isso e nesse dia não foi diferente.
Sabe o que me marcou mais? Foi falar com ela de como foi o meu ano passado. Eu estava magra, acabado de viver verdadeiramente a Ana e com sede de viver, falei a mim que faria daquele ano o melhor, e fiz! Saía, dançava, beijava, tive histórinha de amor, ria... E num momento eu não estava falando pra ela, mas pra mim, eu simplesmente ESQUECI que um dia vivi assim.
Foi bom lembrar disso me provou que quando queremos ser felizes, somos. Por que não sou? Por que tenho um obstáculo: Gordura e sei que serei feliz quando for magra é o quemais quero. Foi a satisfação comigo que me deu liberdade pra isso.
Ela é a minha melhor amiga, ela me ama verdadeiramente, já provou isso, e eu a amo muito também, me odeio mais por trocar tantos paraísos como amizade, amor, felicidade por 30 minutos comendo coisas desconexas e mais 30 minutos encurvada no banheiro.
Já troquei sair porque estava muito quente e não estava boa suficiente pra usar un short, ou a blusa iria aparecer algum corte meu.
Não ajuda em nada em emagrecer...
E de novo eu faço a mesma pergunta a mim: POR QUE EU FAÇO ISSO?
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Idealizando o futuro
Eu não estava na minha melhor condição física, o que eu podia faze era sentar e distrair meu estômago esfomeado com planos futuros concretizados de alguma forma no papel.
Minha avó dizia que estava quente demais, mas eu sentia frio. Sentei numa sombra da minha varanda, uma pequena sombra, como uma ilha no mar, refúgio, tinha uma calculadora, meu celular (falando com a Ana Mariapor SMS), um copo de chá verde gelado e dois cadernos, idealizações da minha futura vida. A vida que eu espero ter quando esse pesadelo passar.
Quando isso tiver virado passado:
Dietas que me fornecerão energia, saúde, beleza, talvez prazer uma vez ou outra, mas o prazer maior vou me proporcionar com o gasto da energia que terei.
Mas sei que para isso tenho que aguentar a dor, a fome, a tontura... Empurrei isso o ano todo, ainda assim, me recuso a aparecer gorda num vestida na minha formatura, depois que ela passar, tomarei madidas menos drásticas.
E não desistirei pois amanhã eu vou desejar ter continuado hoje!
Minha avó dizia que estava quente demais, mas eu sentia frio. Sentei numa sombra da minha varanda, uma pequena sombra, como uma ilha no mar, refúgio, tinha uma calculadora, meu celular (falando com a Ana Mariapor SMS), um copo de chá verde gelado e dois cadernos, idealizações da minha futura vida. A vida que eu espero ter quando esse pesadelo passar.
Quando isso tiver virado passado:
- Tontura
- Fraqueza
- Irritabilidade
- Angústia
- Desconforto
- Vergonha de sair de casa
- Desprazer em me vestir
- Compulsão
- Cutting
- Remédios antidepressivos
- Psiquiatra
- Vontades suicidas
- Auto rejeição...
Dietas que me fornecerão energia, saúde, beleza, talvez prazer uma vez ou outra, mas o prazer maior vou me proporcionar com o gasto da energia que terei.
Mas sei que para isso tenho que aguentar a dor, a fome, a tontura... Empurrei isso o ano todo, ainda assim, me recuso a aparecer gorda num vestida na minha formatura, depois que ela passar, tomarei madidas menos drásticas.
E não desistirei pois amanhã eu vou desejar ter continuado hoje!
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Última vez
"Essa foi a minha última vez, Mia". Eu realmente acredito nisso quando me olho no espelho após a punição da minha compulsão. Rosto sujo, olhos vermelhos saindo lágrimas ainda e olhar vazio, estático.
Por que faço isso?
Nao vale a pena comer!
Droga! Ainda falta muito.
Minhas costas doem...
Isso é sangue?
As mesmas frases sempre ecoam na minha mente enquanto me humilho diante de um vaso sanitário, sempre a mesma coisa, tudo igual, tudo repetido... Até quando? Me recuso a aceitar essa vida pra sempre, mesmo não sabendo o que mais tentar para resolver isso, creio que só a recusa de uma vida assim é um grande passo para a cura.
Hoje eu farei com que o meu dia seja diferente.
Por que faço isso?
Nao vale a pena comer!
Droga! Ainda falta muito.
Minhas costas doem...
Isso é sangue?
As mesmas frases sempre ecoam na minha mente enquanto me humilho diante de um vaso sanitário, sempre a mesma coisa, tudo igual, tudo repetido... Até quando? Me recuso a aceitar essa vida pra sempre, mesmo não sabendo o que mais tentar para resolver isso, creio que só a recusa de uma vida assim é um grande passo para a cura.
Hoje eu farei com que o meu dia seja diferente.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Apresentação
Medida drástica para perder peso, uma decisão que mudaria minha vida para sempre.
Medindo meu valor pessoal de acordo com os números da balança, com o formato do meu corpo...
Ana Mia... Todo dia é uma batalha solitária, ninguém vê.
Vergonha, isolação, miséria... Derrotas humilhantes.
Sem inocência que entrei nesse mundo, sempre fui inteligente e forte, eu sei que é errado, mas eu não consigo parar.
Perder o controle me coloca novamente no circulo vicioso, compulsão e purgação, binge and purge.
Poderia abrir as portas do meu mundo secreto? E em quem confiar? As pessoas que confiava me amenizaram o problema, até rimos disso, mas era uma mentira. Entreguei confiança e no final recebi a ironia e humilhação, meu mundo se fechou novamente.
Eu não procurei essa vida viciada e obsessiva.
O plano era apenas ser magra, mas levei ao extremo.
Torturando-me físico e mentalmente.
Sem identidade, sem sentimentos e sem ajuda.
Um caminho de autodestruição através de confusão e dor, se nunca passou, jamais vai entender.
Minha ultima esperança: mostrar que é possível vencer isso, partindo do meu exemplo de vitória sobre a Mia. Isso me empenha a continuar lutando
Medindo meu valor pessoal de acordo com os números da balança, com o formato do meu corpo...
Ana Mia... Todo dia é uma batalha solitária, ninguém vê.
Vergonha, isolação, miséria... Derrotas humilhantes.
Sem inocência que entrei nesse mundo, sempre fui inteligente e forte, eu sei que é errado, mas eu não consigo parar.
Perder o controle me coloca novamente no circulo vicioso, compulsão e purgação, binge and purge.
Poderia abrir as portas do meu mundo secreto? E em quem confiar? As pessoas que confiava me amenizaram o problema, até rimos disso, mas era uma mentira. Entreguei confiança e no final recebi a ironia e humilhação, meu mundo se fechou novamente.
Eu não procurei essa vida viciada e obsessiva.
O plano era apenas ser magra, mas levei ao extremo.
Torturando-me físico e mentalmente.
Sem identidade, sem sentimentos e sem ajuda.
Um caminho de autodestruição através de confusão e dor, se nunca passou, jamais vai entender.
Minha ultima esperança: mostrar que é possível vencer isso, partindo do meu exemplo de vitória sobre a Mia. Isso me empenha a continuar lutando
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